Novamente, a Saúde Pública em Mato Grosso processou denúncias que questionam a transparência nos processos de licitação e na contratação de Organizações Sociais (OSs).

As acusações vêm do presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), um dos aliados do governo, que solicita informações ao governo e ao Ministério Público sobre o assunto.

O presidente revelou um suposto "aparelhamento" na Secretaria de Saúde que favorece a OS Agir - Associação de Gestão, Inovação e Resultado em Saúde, que está sob investigação por desvio de R$ 38 milhões em Goiás. 

Max Russi criticou o fato de a OS Agir ser a única a vencer uma licitação de quase R$ 200 milhões anuais para gerenciar um hospital em Cáceres e citou ainda a suspensão do processo de licitação para o Hospital Metropolitano em Várzea Grande, tanto pelo Tribunal de Contas quanto pelo governo.

O deputado já havia alertado os governadores anteriores sobre irregularidades na licitação, sem citar nomes, mas o deputado Valmir Moretto fez alucinações a favorecimentos em sua fala. 

Russi expressou sua preocupação com um servidor chamado Wellington, que estaria envolvido na contratação da Agir, recebendo contribuições muito superiores ao que deveria no governo.

Ele defendeu a necessidade de apurações apresentadas sobre as reclamações em relação ao sistema de saúde. O deputado também falou sobre a dificuldade que outras empresas tem em participarem do edital, tornando-o quase exclusivo à Agir. "Não busco benefícios pessoais, mas sim garantia e que o Sistema Único de Saúde (SUS) funcione de maneira adequada". disse Max Russi.

A Secretaria de Estado de Saúde respondeu que não houve conflito de interesses e que a OS Agir segue um procedimento legal, e com parecer da PGE/MT.

O presidente da CPI da Saúde, Wilson Santos, destacou a importância de investigar essas alegações e promover a transparência nas contratações realizadas com recursos públicos.

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